sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Só um esboço. Possíveis injustiças ou exageros são frutos de pura ficção.
Muitas empresas "moldam" a cabeça de seus funcionários. "Você tem que dar conta"..."Não é capaz?" Aí você trabalha até tarde da noite e esquece o médico, desmarca o dentista, adia seus compromissos.
Pressão psicológica..."Você não consegue fazer tudo?"... "O outro consegue, ele é competente". O prazo indigno para o seu relatório de 188 páginas pra segunda-feira te deixa ocupado e ansioso.
O mais 'intrigante' é que a maioria dos subalternos acaba contaminado por essa mentalidade contra eles mesmos. 90% são atingidos, entram na onda. Muitos se orgulham com certa superioridade: "Eu? ah, trabalho até tarde... não tiro férias, vou até em finais de semana. Podem contar comigo".
Isso impregna cada um em sua labuta, abocanhado pelas entrelinhas do discurso - o que ainda é mais perverso.
Prazos são ridículos. Marketeiros arrogantes exigem que tudo seja pra ontem... "Vocês são pagos pra isso".
Não se pode planejar nada. Esporte, cursos, uma doação de sangue, cinema com amigos, o casamento do seu primo. Infelizmente, tenho visto esta situação por aí.
Trabalha-se como uma formiga, e quando chega um feriado, todo mundo mete o pau. "É por isso que o Brasil não vai pra frente. Vagabundos. Blá, blá, blá." Mas, calma lá. Quem sabe precisem do subordinado, bem nesse feriado. Tem muito trabalho pra ontem". Talvez.
Vale lembrar ainda da caneta que cai todos os dias às 18 horas, em ponto. Poxa, seu chefinho precisa do seu merecido descanso. Horário é sagrado.

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